Conselhos Afetuosos (Filipenses 4.1-9)

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    O entusiasmo do apóstolo Paulo quanto ao futuro dos cristãos o fez pensar em uma exortação: “Portanto, meus irmãos, amados e mui saudosos, minha alegria e coroa, sim, amados, permanecei, deste modo, firmes no Senhor” (4:1). Essa exortação representa
    também a expressão de um verdadeiro amor pelas ovelhas. Paulo refere-se aos filipenses como “minha alegria e coroa”. Em outras palavras, declara que os filipenses são mais preciosos que diamantes, pérolas ou joias. Esse é o tipo de amor que os diáconos e os presbíteros regentes e docentes devem ter por aqueles a quem servem. Esse amor levou Paulo a estar disposto a sacrificar sua própria vida em favor de seu rebanho.

    Paulo não possuía um amor obscuro por um rebanho abstrato. O apóstolo conhecia os membros da igreja pelo nome, assim como nosso Senhor conhece suas ovelhas pelo nome (João 10:3), e mencionou especificamente os nomes de duas irmãs na fé, membros da igreja de Filipos. Todo presbítero regente ou docente deve conhecer os membros da igreja tão bem quanto Paulo conhecia os seus. Evódia e Síntique foram exortadas a pensarem concordemente, no Senhor (4:2). A discórdia enfraquece o poder do povo de Deus para influenciar o mundo ao redor. Essas duas mulheres cristãs tinham dado bom testemunho no passado, mas agora precisavam de ajuda. Observe que Paulo pediu a alguém, a quem chamou de “fiel companheiro de jugo”, que o auxiliasse na reconciliação das duas irmãs em Cristo (4:3). Nós, cristãos, que fomos reconciliados com Deus, também devemos nos reconciliar uns com os outros.

    O apóstolo menciona, em seguida, o nome de Clemente, servo de Deus que posteriormente foi um importante líder da igreja do Senhor na cidade de Roma (4:3). (Filipenses 4:1-9 ). Independentemente de mencionar especificamente alguns de seus cooperadores, Paulo tinha a convicção de que, mercê do bom Deus, seus nomes se encontravam no Livro da Vida (4:3), o que significa que, em Cristo Jesus, estamos salvos e possuímos o registro de cidadãos da pátria celestial.

    discussões pela alegria no Senhor (4:4). Independentemente das circunstâncias, os cristãos podem e devem se alegrar porque o Senhor os perdoou e os ama com amor eterno. Esse amor gracioso e poderoso tem triunfado sobre o pecado, os principados, a morte e todas as várias formas de maldade. Essa alegria, contudo, não deve ser manifestada com orgulho ou à custa dos outros. Os cristãos são instruídos a permitir que a “moderação” seja conhecida de todos os homens (4:5). A palavra traduzida por “moderação” também pode ser traduzida por “bondade”. Não existem virtudes cristãs invisíveis ou ocultas. Nossa natureza renovada deve ser claramente demonstrada.

    Alegria e bondade são virtudes difíceis de exercitar em momentos de dificuldades, de modo
    que Paulo aconselha os cristãos a não andarem ansiosos com coisa alguma (4:6). Mas, como fazer isso? Como faço para me ver livre da ansiedade, da inquietação? A resposta está claramente exposta no texto: Orando e apresentando todas as nossas petições a Deus com ações de graças pela misericórdia e perdão que o Senhor nos concede. Para o cristão, Deus é Senhor, Pai e Amigo capaz de socorrer em todas as circunstâncias. Quando oramos, permitimos que o Senhor compartilhe de nossas dificuldades. Bendito seja o Senhor!

    Recebemos a paz de Deus quando lançamos nossas ansiedades sobre Ele (4:7). A paz de
    Deus traz refrigério, alivia a mente e o coração de toda inquietação. A base dessa paz é a obra perfeita e completa do nosso Senhor Jesus Cristo que, através de sua morte vicária e de sua gloriosa ressurreição, permitiu nossa reconciliação com o Deus Pai.

    Por fim, Paulo aconselha os cristãos a concentrarem-se nas coisas que agradam a Deus e
    demonstram seu caráter, ou seja, “tudo o que é verdadeiro, tudo o que é respeitável, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se alguma virtude há e se algum louvor existe, seja isso o que ocupe o nosso pensamento” (4:8). E adiciona: “O que também aprendestes, e recebestes, e ouvistes, e vistes em mim, isso praticai, e o Deus da paz será convosco” (4:9). Antes que o nosso coração enganoso e corrupto se incline a acusar o apóstolo Paulo de orgulho, precisamos lembrar que antes de os livros do NT serem escritos e aceitos, o único padrão para o ensino e comportamento cristãos era encontrado nas pessoas que refletiam de modo fiel a autoridade e os padrões éticos de nosso Senhor Jesus. Então, queridos irmãos, pelo poder de Deus e para a sua glória, vivamos um cristianismo bíblico, autêntico, puro e impactante. Demonstremos amor por aqueles a quem servimos. Conheçamos nossos irmãos e nos interessemos pelo bem deles. Busquemos a reconciliação uns com os outros, ou seja, pensemos concordemente no Senhor. Substituamos os desentendimentos pela alegria no Senhor. Nossa bondade seja manifestada a todos. Concentremo-nos nas coisas que agradam a Deus. Lancemos todas as nossas ansiedades e inquietações sobre o Senhor, pois Ele tem cuidado de nós.

    No amor de Jesus.
    Lutero Rocha.